Após recorde neste ano, safra de grãos deverá cair em 2018

A safra de grãos, após ter atingido o recorde de 238,5 milhões de toneladas neste ano, deverá ficar entre 224 milhões e 228 milhões de toneladas no próximo.

Os dados são da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que, nesta terça-feira (10), fez a primeira estimativa da safra 2017/18.

A safra de verão ainda está sendo semeada, e esses números estimados dificilmente vão se concretizar. Condições de plantio, área a ser usada e clima durante o desenrolar da safra vão determinar o próximo volume de grãos a ser produzido.

As duas safras mais recentes mostram bem as dificuldades iniciais de uma estimativa de produção.

Já na safra 2016/17, a primeira avaliação da Conab indicava, nas melhores condições, um volume de até 215 milhões de toneladas de grãos. Os números finais apontam para 238,5 milhões de toneladas, uma vez que o clima foi extremamente favorável.

A avaliação atual da Conab é, portanto, apenas um indicativo de números, tomando-se como base um histórico dos acontecimentos nos últimos anos.

Um dos motivos dessa queda de produção é a utilização de áreas menores no plantio de milho e de arroz em 2017/18. Já a área de soja tem pequena evolução. Esses três produtos representam 94% de toda a produção nacional de grãos.

A redução de produção poderá vir também da queda de produtividade, principalmente das três culturas líderes: soja, milho e arroz. As quedas previstas são de 9%, 3% e 4%, respectivamente.

Milho – Os produtores vão pisar no freio na área destinada ao milho neste verão. Haverá uma redução de 15%. Já no período do inverno, eles aumentarão em 5% a área a ser semeada com o cereal.

Safra menor – No balanço do ano, a área de milho recua 2,1%, influenciando no volume a ser produzido em 2017/18. A estimativa é da consultoria Céleres, que prevê uma produção total de 95 milhões de toneladas no período, abaixo dos 100 milhões de 2016/17.

Lenta – A comercialização de milho da nova safra atingiu 21%, com alta de três pontos percentuais em relação ao final de agosto. Há um ano, a comercialização somava 26%, segundo a AgRural.

Café – As exportações de janeiro a setembro caíram 10%, para 21,9 milhões de sacas. As receitas, contudo, subiram para US$ 3,7 bilhões, 1,1% mais no ano.

Diferenciados – Os dados são do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). As exportações de cafés diferenciados (de melhor qualidade) somaram 3,4 milhões de sacas no ano.

Soja – As exportações deverão atingir 65 milhões de toneladas de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019, conforme avaliação de oferta e demanda da Safras & Mercado. O esmagamento sobe para 43 milhões.

Fonte: Abic