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Preços voltam a subir; indicador fecha a R$ 305,92







Após iniciar a semana em queda, os preços do café arábica se recuperaram e encerraram a sexta-feira (23) em alta nos mercados futuros e físico.

Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve alta de 430 pontos, fechando a 166,00 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 166,70 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 440 pontos frente as cotações da véspera.

No acumulado da semana houve alta de 1,34% para os vencimentos setembro/10 e dezembro/10.

O dólar caiu em relação a outras moedas e estimulou os movimentos de compra de fundos nos mercados futuros de commodities. E o arábica seguiu os ganhos do petróleo, metais preciosos e outras commodities agrícolas. "Simplesmente não há café suficiente para puxar os preços para baixo", disse Luis Rangel, da ICAP Futures, à Bloomberg. O déficit de café é explicado pelas safras ruins na Colômbia e na América Central. Por esse motivo, o mercado atrai também um grande número de especuladores, como bancos e fundo de hedge.

A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em alta. O vencimento setembro/10 teve forte alta de US$ 5,40, fechando a US$ 195,30 a saca. Os contratos com vencimento dezembro/10 registraram valorização de US$ 4,40, fechando a US$ 191,60 a saca.

No acumulado da semana houve alta de 1,96% para o vencimento setembro/10.


Dólar

A cotação da moeda norte americana encerrou o dia com queda de 0,07%, sendo cotada a R$ 1,761.


Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 305,92, com valorização de 2,62%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula desvalorização de 1,27%.

A colheita de café em Minas Gerais segue em ritmo satisfatório, conforme pesquisas do Cepea. Segundo agentes mineiros consultados pelo Cepea, quase metade da safra 2010/11 já foi colhida, sendo considerado normal para o período. Assim, se as condições meteorológicas permanecerem favoráveis, as atividades devem ser finalizadas até setembro. Alguns produtores consultados pelo Cepea, no entanto, relatam dificuldade na contratação da mão-de-obra, visto que alguns colhedores estão cobrando até três vezes mais em relação à safra anterior.


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